Êxtase, de birra com Jorge Amado e outras crônicas grapiúnas – Frete Grátis

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A presente coletânea reúne crônicas de dois períodos. As primeiras quatro, inéditas, são de outubro e novembro de 2022; as seguintes quatro do período entre 2000 e 2001; e a última, Como publicar um livro?, do ano de 2018.

As primeiras têm como ambiência Itabuna e o seu Rio Cachoeira. As últimas, o Sudeste da Bahia, a região do cacau da Bahia e da sua exuberante Mata Atlântica.

Êxtase capta o encantamento de um senhor idoso com seus passarinhos. Emoção em estado puro.

Agenor Gasparetto

Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul(1982) e mestrado em Sociologia Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(1985). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Estadual de Santa Cruz, Empresário do Sócio Estatística Pesquisa Consultoria Ltda e Sócio Diretor da Via Litterarum Editora. Atuando principalmente nos seguintes temas: mobilidade social lavoura cacaueira Bahia.

A Coletãnea

A presente coletânea reúne crônicas de dois períodos. As primeiras quatro, inéditas, são de outubro e novembro de 2022; as seguintes quatro do período entre 2000 e 2001; e a última, Como publicar um livro?, do ano de 2018.

As primeiras têm como ambiência Itabuna e o seu Rio Cachoeira. As últimas, o Sudeste da Bahia, a região do cacau da Bahia e da sua exuberante Mata Atlântica.

Êxtase capta o encantamento de um senhor idoso com seus passarinhos. Emoção em estado puro.

Cachoeira, o rio de minha aldeia é uma homenagem à cidade de Itabuna e ao rio que a corta, como muitos rios cortam outras cidades mundo afora, mas destacando uma singularidade que se repete em cada entardecer. Estabelece um diálogo com Fernando Pessoa e o rio de sua aldeia.

Do culpado e dos tempos de antigamente foca a Internet e seu incomparável e incomensurável potencial construtivo e também destrutivo, bem como o saudosismo do passado idealizado e a saudade da condição de criança diante de uma pitangueira carregada de frutinhas encarnadas.

Tendo como cenário de fundo a disputa eleitoral em curso, “Tempos estranhos” retoma a questão do potencial destrutivo da Internet e das redes sociais como difusoras de Fake News e como fomentadoras de ódios e preconceitos que também são cultivados, sendo a Internet um terreno fértil.

O trabalhador rural na crise da lavoura cacaueira se refere, seguramente, à maior vítima da crise da lavoura – o trabalhador rural ­–, mas que, anônima e silenciosamente, se viu forçada a buscar sobrevivência em outras paragens, em especial áreas litorâneas como Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, que formaram bairros, hoje populosos, com esses migrantes, para ser mais exato, “retirantes” das terras quentes e úmidas do cacau.

Belas e tristes fazendas de cacau do Sul da Bahia resgata frase atribuída a turista em meados dos anos 1980, período de maior esplendor econômico da lavoura de cacau. Belas e tristes, vistas como facetas de uma mesma realidade que se manifestou com ainda mais força e crueza nos tempos que se seguiram; tempos marcados pela crise de preços e agravados pela doença Vassoura de Bruxa.

De birra com Jorge Amado tenta capturar o sentimento do cidadão de Itabuna frente à intenção de dar ao escritor Jorge Amado o nome da principal avenida comercial da cidade, a Avenida Cinquentenário, por ocasião das homenagens do centenário da cidade. Todavia, o itabunense mostrou-se resistente, irredutível, e o nome do escritor, ainda que mundialmente consagrado, não foi reconhecido em sua própria terra. Ainda não.

Desenvolvimento e o paradoxo Canavieiras aborda a velha e ainda não suficientemente bem resolvida questão do desenvolvimento. Especialmente nos tempos de hoje, em que mesmo quando profissionais são formados nos cursos superiores, por falta de projetos de país, há o risco de esses acabarem por atuar, por razões de sobrevivência, como terceirizados, como motoristas de aplicativos, por exemplo.

Por fim, na condição de editor de uma das primeiras editoras privadas do interior da Bahia, Como publicar um livro?, em especial em tempos em que o suporte papel vai perdendo espaço para o livro eletrônico, embora a função de produtora de conteúdo esteja mais viva do que nunca. Multiplicaram-se editoras e autores, mas não necessariamente, na mesma proporção, compradores e/ou leitores.