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  • A Bela Assustada – Antônio Lopes – Frete Grátis

    A bela assustada é fruto de livros anteriores, acrescido de alguns trabalhos inéditos. Imagino que a escrita (seja linear como a minha, seja complexa como a dos grandes criadores) não resiste ao olhar crítico do autor: a frase pulsa, vibra, grita em seus desajustes, pede socorro. Assim, atendi a esse apelo e, por direito de propriedade, reformulei alguns textos. As emendas foram cometidas em atenção às pessoas que, por ventura, conheçam esses registros. Emendar, neste caso, é agradecer: quem encontra um leitor encontra um tesouro. O Brasil das políticas públicas costuma seguir uma estranha versão da lei de Lavoisier: de positivo, aqui, nada se cria, nada se forma, podendo-se dizer o mesmo do ridículo humano: quase temos garantido que, neste campo, a estupidez, além de presente fulgurante, tem futuro promissor. Por isso, alguns trabalhos publicados há quase duas décadas me parecem ainda válidos, ao menos no meu julgamento, talvez um tanto generoso. As fontes são Buerarema falando para o mundo (Letra Impressa/1999), Solo de trombone – ditos & feitos de Alberto Hoisel (Editus/2001), Luz sobre a memória (Agora/2001 – Mondrongo/2013), Estória de facão e chuva (Editus 2005/2013), Com o mar entre os dedos (Editus/2015) e A vida refletida (no prelo da Editus). Pensei ser indispensável incluir memórias de Buerarema – pois estas, no meu tempo pessoal, são eternas, aonde eu vou, elas me seguem. Por isso, quem (re) ler estes escritos, aqui vai (re) encontrar Manuel Vitorino, Zé Mijão, Mundinho Cangalha, João Baié, Léo Briglia, Dr. Elias, o padre Granja, o pastor Freitas, Manuel Lins, Clarindo Corno Preto, Zeca de Agripino, Vilson Cordier e vários outros heróis da minha infância. Dividi os textos maiores em dois, para facilitar a leitura, em tempos de difícil paciência, excesso de pressa e falta de perfeição. Também brinquei de fazer remessas várias páginas à frente ou, em contrário, recuos consideráveis. É referência/deferência a O jogo da amarelinha, espécie de “síndrome de Julio Cortázar”, fantasma que, docemente, me persegue, não só a mim, mas a tantos de minha geração e gosto. Mas a homenagem, a rigor, não é nova – usada por vários autores, sendo o mais próximo Esdras do Nascimento (1934-2015), no romance A rainha do calçadão (Global/2011). Para completar a travessura cortazariana, numa molecagem extra, o livro não termina: da última narrativa, a gentil leitora e o amável leitor são remetidos à primeira. Os desavisados correm o risco de aprisionamento nesse labirinto, aí permanecendo por séculos sem fim, amém, para honra e glória do autor… (A.L.)

    R$49.00
  • Contos e crônicas de um tempo – Frete Grátis

    Frete Grátis

     

    O livro Contos e crônicas de um tempo, escrito pelo professor Otoniel Santiago Neves, como o título já denota, compreende narrativas curtas, verdadeiras riquezas literárias, que trazem em seu bojo temáticas ricas e instigantes. Dividida didaticamente em duas seções bem defi nidas, na primeira, o leitor encontrará contos, e na segunda, crônicas, textos que revelam o primor da linguagem literária plurissignificativa e inventiva.

    São histórias contadas de forma clara, com uma escrita fluida e leve, permeada por descrições pormenorizadas de cenários, personagens, as quais envolvem o leitor em um universo de encantamento e magia. Traz à tona personagens do universo religioso, como o iluminado Francisco de Assis, exemplo de simplicidade, altruísmo e fraternidade. Com esse conto, o autor mostra a força e a determinação de Chiquinho ao deixar o título de nobreza e a vida na corte para viver entre os pobres, tornando-se irmão dos desfavorecidos e dos animais, vivendo o evangelho em sua plenitude. É um apelo aos homens para se tornarem pessoas mais humanas, também “pescadores de homens e pregadores da palavra”.

     

    Otoniel Santiago Neves

    Via Litterarum, 2022, 124 páginas

     

    Ouça o áudio de um dos contos GRATUITAMENTE no Youtube (clica aqui)
    R$42.00